Chegamos (eu e Fernando) ao hospital em torno das 8:30 h e ficamos esperando que vagasse um quarto para eu fosse internada. O médico desceu para falar conosco sobre o atraso e falou que previa que fôssemos para o quarto às 10h e foi exatamente o que aconteceu (essa era a hora marcada para a cirurgia, que seria a terceira dele no dia). O quarto na verdade era uma suíte com direito a acompanhante, vista bonita e televisão grande, enfim, tudo de bom. Parecia hotel com direito a kit com pente, shampoo etc. etc.
Mas estava mesmo querendo saber mais detalhes do tipo:
- quanto tempo demoro para voltar para o quarto após a cirurgia?
- depois de quanto tempo vou poder comer (fiquei em jejum desde às 20 horas e sem tomar líquido desde à meia noite da véspera, um sufoco)?
- como vou voltar para casa (não dá para sair dirigindo, infelizmente)? Essa parte minha irmã e meu cunhado resolveram. Foram me buscar no hospital para me levar em casa. MUITO OBRIGADA!
Enquanto esperávamos falei para o Fernando que aquela pulseirinha que me identificava lembrava a da minha boneca Bebezinho, que tinha uma pulserinha igual, mas com o nome de "Ana Carolina", não sei porque, mas adorava esse nome.
Ele, pra me distrair, começou a contar uma estorinha de uma boneca chamada Ana Carolina que tinha olhoes verdes (cor dos meus olhos). Um fofo! Mas ele acabou dormindo e eu não. :D
Fiquei pensando onde foram parar a Bebezinho e a Bem-me-quer, duas bonecas que adorava. Saudades...
Voltando ao tema principal, a cirurgia: deram-me meio comprimido para que eu ficasse sonolenta, desacelerasse, mas não fez diferença nenhuma. O (pouco) sono que tinha era em razão da hora que acordei (6:50).
Quando a maca chegou eu mesma deitei sem nenhum problema. Confesso que é bem estranha a sensação de te levarem pelos corredores, elevador e tudo mais com você deitada na maca olhando para o teto.
No centro cirúrgico a única coisa que lembro foi de terem pedido para que eu respirasse num respirador que colocaram no meu rosto. Por sinal, essa também era a única lembrança que tinha da minha cirurgia de adenoide e amígdalas, quando tinha 3 anos.
Lembro depois de alguém balançando meu braço e me chamando pelo meu nome, avisando que acabou (isso minha mãe fazia para avisar que tínhamos chegado em casa, depois de visitar meus avós na Tijuca). Depois já estava de volta ao quarto (lá pelas 14h) e vi o Fernando me esperando, o que me deixou feliz.
Em seguida o anestesista apareceu para cobrar cheque e saber meu CPF. Ouvi tudo por alto por estar sonolenta. Lembrei que poderia deitar e lado e feliz da vida dormi assim. Nem lembro de quando o Fernando foi embora (ele precisava trabalhar).
Depois de uma hora acordei com a Leda (amiga querida) e daí em diante foi festa. Não dormi mais e nem paramos de falar. SIM, FALEI O TEMPO TODO SEM SENTIR NENHUMA DOR. Uhhhu!!
O que senti:
- ardência em toda a extensão do nariz (aos poucos diminuiu e ficou na ponta do nariz)
- dormência no céu da boca na parte mais alta (abaixo do nariz)
- alguns dentes doloridos, em especial os dois superiores da frente
- levíssima dor (ou seria só incômodo?) ao engolir (tipo dor de garganta, mas na parte alta)
Como fiquei:
- com gaze dobrada e presa por fita microporosa logo em abaixo do nariz (tipo um bigodinho, rs) para o caso de sangramento no nariz. Embaixo desse bigode não há nada, a pele está lisa e normal.
- com o "famoso" splint, que me parece ser o mais desconfortável de tudo. Ao me olhar no espelho de manhã parecia que eu tinha feito plástica nas narinas, elas estão mais abertas. Falei logo para o Fernando: socorro! Fizeram plástica no meu nariz, quero meu nariz de volta. kkk Ele disse que não notou nada. Homens, não notam mesmo quando mudamos de aparência. kkkk
Para quem não sabe (eu também não sei muito): os splints são "
pequenas estruturas plástica, em geral, feitas de silicone, colocados durante a cirurgia, paralelamente ao septo, para ajudar na sua sustentação e fixação. Em geral, não incomodam. Habitualmente ficam no nariz entre 3 e 5 dias, para depois serem retirados no consultório. Alguns médicos costumam deixar mais alguns dias". (Fonte: http://revistamaxima.blogspot.com/2010/05/desvio-de-septo-nasal.html)
Preparo:
- Além do jejum, o único outro preparo foi tomar Celestamine de 8 em 8 horas, porque na segunda-feira eu fui ao consultório e estava fungando. O médico falou que eu teria um pós-operatório melhor tomando o remédio.
Como ainda tenho em casa o médico falou para eu continuar tomando-o, dessa vez só um de manhã e outro à noite.
O que comer depois (estava curiosa e deixo aqui a resposta):
- no primeiro dia líquido gelado (tomei água água de coco, milkshake, sorvete, suco e gelatina)
- no segundo dia tentar repetir o dia anterior podendo incluir comida pastosa no máximo morna, testando se causa desconforto. Estou tomando coragem de levantar para fazer um pirê de batata, que amo!
- Depois pode correr pro abraço e comer arroz, feijão... desde que não incomode
Sangramento:
A temperatura da comida fria e morna é para evitar sangramento, assim como a cabeça para cima (30°).
Quando descia cabeça para conversar com minha irmã no carro, já na volta ontem à noite, começou a sangrar. Nada assustador, mas foi "o momento" que sangrou. Aliás, o médico falou que o normal é trocar o bigodinho de hora em hora por conta do sangramento e o meu só foi trocado no momento da alta com pequenas gotas de sangue que ele falou que eram na verdade secreção. Sangue mesmo só depois que levantei e saí de lá.
Ficha técnica:
Médico: Dr. Sérgio Tasso
Hospital: Clínica São José, Humaitá, Rio de Janeiro
Agradeço publicamente a todos da São José que me atenderam. Foram todos simpáticos e atenciosos. Inclusive com bom humor especial do Vinícius que me deu um susto quando perguntei que a seringa era para me dar injeção e ele concordou dizendo que seria no glúteos. Respirei fundo para em seguida saber que seria remédio para o soro. Muito sem noção (ou como diria o Fernando: "Muito Tekinha" ou "Muito neném). kkkk
Para quem quiser saber mais sobre o tema, dá para encontrar muita coisa pela internet.
Vou fazer uma seleção de links interessantes e trazer para o blog em breve. Enquanto isso deixo meu depoimento e essa imagem que encontrei na internet.
Momento humor:
O Fernando deixou para mim no hospital brownie que nós dois amamos (fabricante Bertha, não conhecíamos). Como não podia comer ontem trouxe para casa. Hoje de manhã ele viu e veio confirmar que eu não poderia comer (oi??? rs). Falei que sim, para ele experimentar e que se estivesse macio poderia sim. Aí... ele provou e amou. Para eu conseguir comer teve que rolar disputa. rs Peguei para comer e ele ficou me olhando feito criança querendo um pedaço. Pois é, tive que dar o final, além do meio, da primeira mordida... rs
Ah, ele também trouxe para mim de manhã sorvete num super-pote. Quando vi o tamanho matei a charada: ele também iria querer. Não deu outra. Comecei a tomar o sorvete e lá veio ele com a carinha-típica. Como queria comer com calma pedi que esperasse para depois dar a metade para ele. Aff
Pedi para ele comprar pão de mel da Panco, mas não estou convencida que irá encontrar a marca que pedi (essa é saborosa e de boa consistência). Será? rs